Historial
O Pequeno Palco de Lisboa nasceu no ano de 2003, sob a iniciativa do actor e encenador Rui Luís Brás e outros actores, com o apoio da Junta de Freguesia da Penha de França, partindo do desejo de criar um pólo de atracção e dinamização cultural. O Pequeno Palco de Lisboa é uma companhia de teatro profissional, sendo simultaneamente uma associação juvenil e cultural sem fins lucrativos.
Desde a sua formação, e apesar de não beneficiar de quaisquer subsídios, produz espectáculos para o grande público e também para o público escolar. A sua primeira manifestação concretizou-se em 2004 com o espectáculo “Auto da Índia”, o clássico da literatura teatral Portuguesa da autoria de Gil Vicente, atendendo ao facto do referido texto ser parte integrante do programa curricular da disciplina de Português. No mesmo ano, o projecto evoluiu com a apresentação de mais dois espectáculos: “Falar Verdade a Mentir”, de Almeida Garrett (numa proposta muito específica e numa abordagem original, mas sempre de acordo com o princípio de ir ao encontro dos textos académicos) e “O Meu Pé de Laranja Lima”, de José Mauro de Vasconcelos (a partir da adaptação teatral de Luciano Luppi), estreia absoluta nos palcos portugueses, assim como em 2005 a apresentação de “D´Eça”, uma adaptação de três contos de Eça de Queiroz (“Singularidades de Uma Rapariga Loira”, “A Aia” e “O Tesouro”) feita por Rui Luís Brás e José Mateus. Em 2006, produziu o espectáculo “Jacques e o seu Amo”, de Milan Kundera e em 2007 um inédito de Abel Neves: “Provavelmente uma Pessoa”.
A consequência deste projecto foi a formação de um grupo de teatro constituído pelos alunos que frequentam o curso: Pequeno Palco de Lisboa - Em Bruto. Estrearam-se em 2004 com “Esta Noite Improvisa-se”, de Luigi Pirandello, seguindo-se “Teatro Invisível”, uma animação criada para empresas, inaugurações e festas particulares, apresentado em contexto e tempo reais. Em Maio de 2005, apresentaram ao grande público o seu terceiro trabalho, a encenação do texto “Dining Room”, do americano A.R. Gurney Jr., levada a palco pela primeira vez em Portugal e em 2006 “Listen to Me”, uma compilação de textos escritos pelos alunos e por Rui Luís Brás. Já em 2009, foi levado ao palco “Listen to Me II”, um projecto com o mesmo carácter do anterior. Em 2009, estreou também “A Ronda”, de Arthur Schnitzler. Ao longo destes seis anos tem sido então desenvolvido, paralelamente à actividade da companhia, este outro trabalho: a formação de actores, não apenas na área da representação, mas abordando também aspectos como são a cenografia, o guarda-roupa, a sonoplastia e a luminotecnia. O Pequeno Palco de Lisboa pretende profissionalizar os seus alunos, oferecendo-lhes um acompanhamento de trabalho rigoroso e a possibilidade de apresentar espectáculos periodicamente. Desde o início de 2008 que Rui Luís Brás, o coordenador do projecto, conta com a colaboração do encenador Durval Lucena na formação dos alunos, com a actriz e professora de teatro Manoela Amaral e, mais recentemente, com a actriz e encenadora Paula Sousa.
Até à data, o Pequeno Palco de Lisboa apresentou o seu trabalho por diversas vezes no Salão Paroquial da Penha de França, no Auditório Carlos Paredes, no Teatro da Trindade e no Teatroesfera. Tem também pisado outros palcos por todo o país (continente e ilhas), levando em digressão alguns dos seus espectáculos. |